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A história dos Senhores da Quinta de Lubazim começa com o advento da dinastia de Aviz. Vivia-se então em Portugal, dias conturbados, com a invasão do Rei de Castela à frente de um forte exército, tendo então sido derrotada na Batalha de Aljubarrota por um exército sete vezes mais pequeno. Entre os heróis de Aljubarrota contava-se João Gomes a quem D. João I, reconhecido pela sua bravura doou Lubazim. Uma filha de D. João Gomes viria a casar com um neto de Pedro Lourenço de Castro Meirinho Mor do rei, dando assim origem aos Senhores de Lubazim.
A história da família Castro em Lubazim é a história de 22 gerações em Lubazim.
Em 1618, Francisco Monteiro de Castro, Primeiro Capitão-Mor de Vilarinho da Castanheira, institui o Morgadio de Nossa Senhora da Purificação que desde então foi a padroeira da família, que teve varões ilustres, fidalgos da Casa Real, Cavaleiros de Honra e Devoção da Ordem de Malta com cargos eminentes como D. Manuel de Castro, Ministro da Raínha D. Maria II e Comandante de um destacamento português que às ordens de Napoleão lutou nas estepes geladas da Rússia.
De tantas e tantas histórias está recheada a história da Quinta de Lubazim. Com a chegada da cultura da vinha procurou, Sebastião Teixeira Lobo Pizarro, casado com D. Maria da Purificação de Castro Pereira, dona da Quinta, atraír os ingleses para a região cedendo-lhe um Vale da Quinta, Vale Coelho. Fez o enorme Lagar que ainda existe (um dos maiores do Douro), e desde então, a Quinta sempre forneceu os seus vinhos à Cockburn’s até à sua recente compra pelos Symington.
Hoje, ainda hoje, a Quinta de Lubazim é pertença dos Castros.
Na geração actual, a casa, capela e algumas edificações juntamente com cerca de 60 has pertencem ao Dr. Nuno Pizarro de Castro. Esta parte da quinta detém olival e floresta.
O Eng. Luís João de Noronha Pizarro de Castro, ficou com o resto da Quinta e detém cerca de 90 has. A esta parcela estão associados os vinhos Quinta de Lubazim e Lupucinus, vinha, olival e algum amendoal e um pouco de floresta autóctone.
O seu filho, o Eng. Luís João de Noronha Pizarro de Castro, seu filho, Dr. José Manuel Pizarro de Castro e sua mulher, Dra. Catarina de Albuquerque Pizarro de Castro, pretendem continuar a história, uma história que é hoje de implacável competição económica com todo mundo, na era da “globalização”, incentivando projectos novos entre os quais está o do vinho “Quinta de Lubazim”. Tendo herdado um potencial de cerca de 100 has, herdaram não só velhos mortórios que a filoxera dizimou, mas herdaram também vinhas de patamares largos, vinhas com mais de trinta anos, das castas nobres da região (Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Bastardo, Barroca e outras).
É neste contexto que hoje estudam e lançam projectos vários, para os quais contactaram uma equipa de enólogos, agrónomos, técnicos de markting, tendo escolhido para a sua equipa de trabalho o Agrónomo, Eng. José Carlos Oliveira e Eng. Mário Reis, para a enologia, Eng. João Brito e Cunha e para a elaboração técnica do projecto, o Eng. Gonçalo de Meirelles. Na campanha de 2007/2008, instalamos 7 has de vinha nova, com castas seleccionadas e da Região Demarcada do Douro, investindo na qualidade.
O vinho “Quinta de Lubazim”, classificado como reserva pelo IVDP, É um vinho de grande intensidade aromática e um grande fim de boca. Fino e elegante, com 13,5% de alcool, foi aprovado pelo IVDP a 14/12/2006.O vinho foi engarrafado em Março/Abril de 2007.
O vinho Lupucinus 2007, é um colheita estagiou parte do lote em barricas carvalho Francês. È a base de um Reserva Quinta de Lubazim. Perfil muito moderno, fácil e elegante, grau 14%.Nota: temperatura: 17º/18º, decantar o vinho e deixá-lo abrir 1/2h. |